Árvores,

Abril 6, 2008

 As árvores hoje estão
Diferentes, despidas.
Foram mãos que lhes
Rasgaram as vestes compridas
E frágeis.
Mais nuas, mantém os
Braços erguidos para o alto.
Mais ao fundo, um prédio
Em construção.
É mais alto do que as
Árvores, mas daqui
Os braços da árvore
Ultrapassam-no,
Tesos e esguios.
São mãos que o
Erguem. Ágeis.
Tijolos sobre tijolos.
Um xadrez monótono
E sem brilho.
Chegará o dia em que
Os tijolos ficarão
Submersos por uma
Tinta que o tempo
Se encarregará de descascar.
E nunca será mais alto do que é agora.
E nunca será mais alto
Do que esta pequena
Árvore, mais perto daqui,
Que o tempo se encarregará
De vestir,
Com vestes viçosas
E tintas que
Escorrerão
Para o alto.
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