Cat Power

Julho 29, 2007

  “Maybe with a look
But with your mind
But with your mind”  Cat Power

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“E se você fosse embora, por exemplo, se partisse sem olhar para trás, assumindo a solidão, sabendo que pode ser um erro, um grave erro, mas que você se sentiria bem assim mesmo, faria isso? Perderia a segurança, mas o que significa estar seguro? Alguém está? Você poderia admitir, sem se enganar, que realmente está seguro?” – do livro Apanhador No Campo de Centeio

 

eu costumo espalhar minhas fotos pela casa, todas no chão e sentar no sofá para me ver.eu faço isso sempre quando quero ficar perto de mim, eu lembro bem de uma foto em especial na qual eu sempre coloco no canto direito, pelo simples motivo de ter que virar o rosto para ver, sempre achei isso tão curioso. pois o ponto de vista é algo totalmente diferente, mesmo nos meus maiores sentimentos efemeros tinha a certeza, de que eu não estava em casa.

p.s/:Ana Carla em crise de egocentrismo – bom, é isso aí! 😀

 

BELEZA ROUBADA

Julho 24, 2007

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“Não se desculpe.
Eu gostei de ver,
toda essa beleza…
Não temos Sorte ?”

“O amor não existe,
somente as provas de amor”

Bucólico.
Poético.
Sublime.
Bertolucci.

Um dos meus preferidos.
tem pelo menos umas três cenas inesquecíveis:
Liv Tyler (perfeita) andando pelas belíssimas paisagens Italianas ao som de Glory Box…
Escrevendo (e logo depois queimando) pequenos versos…
e a despedida do poeta (Jeremy Irons, brilhante)…

A Beleza é realmente essencial…

circunstância.

Julho 20, 2007

ter 20 anos…

É HOJE.

Julho 20, 2007

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Kafkani(ANA)!

Julho 20, 2007

Em busca do tingível:
pintar as mãos com versos de amêndoas
ou fabricar horas debaixo da língua.
Como se Picasso fraturasse
o mundo
na veêmencia de ‘O Poeta’,
e soubesse que por detrás do tempo
nós estaríamos aguardando.
Mas não:
só nos resta um pôster de Kafka na parede,
do qual não podemos ver
com os olhos censurados.

Palpébras e neblina

Julho 16, 2007

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“I could kill you sure
But I could only make you cry with these words” – Belle e Sebastian 

Não sei porque, mas sempre tenho vontade de escrever nos momentos em que estou triste; deve ser uma espécie de desabafo, uma maneira mais fácil de lidar com os problemas. Mas o mais engraçado é que nesses momentos o mundo parece tão turbulento que eu mal consigo sentar em frente ao computador e teclar meia dúzia de palavras no Word. Por outro lado, quando as coisas estão muito bem, obrigada, mesmo a “falta de necessidade” em externar sentimentos não impede que eu grite aos quatro ventos as coisas boas que andam acontecendo.É, nunca te disseram que “depois da tempestade vem a bonança”?! Quando você tá todo molhado com a água da chuva, passando frio e sem ver nada em frente, fica meio difícil mesmo de acreditar nessa tal de ‘bonança’; mas quando o sol começa a nascer, secar o chão e esquentar seu corpo, você percebe como reclamamos por nada e como as coisas podem ser realmente maravilhosas. São problemas que se resolvem por si só, pessoas que surgem do nada, oportunidades que de tão incríveis são até surreais. Éeeee minha gente, maré boa tem de ser aproveitada!Por falar em maré boa, Maycon está a um passo de lançar seu livro; seu esforço será recompensado meu amigo. Pode ter certeza. E acredito que nada do que eu escreva aqui externará o quanto torço por você.Bem, esses dias, entre as idas e vindas da faculdade, e tudo mais, ressuscitei umas musiquinhas de belle e sebastian; e sabe uma que não sai da minha cabeça?! “Play me a song to set me free”; será que se aproxima a libertação das mazelas passadas e a esperança que todo ano novo traz???? Nossa, seria ótimo não! Porque, sendo o resultado bom (tomara!), ou não tão bom…. teríamos novos assuntos nesse blog!!

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Quem precisa de análise quando se tem uma poltrona de ônibus, um bom par de ouvidos e a escuridão da noite como confidentes? Essa é a hora em que mais penso sobre as coisas que me afligem; parece que a noite não tem pudores e nem faz temer a exposição; porque não é fácil admitir pra alguém aquilo que nem você tem coragem de acreditar que sente.
Se amigos são espelhos, são úteis também pra ajudar a enxergarmos melhor os nossos problemas. Mas tem horas em que, apesar de sabermos o mal, não temos a cura. De nada adianta jogar as coisas sobre a mesa, pois não existe nada exterior que possa resolver; e quando a cura é interior, tudo de torna ainda mais complicado.
Acredito, porém, que os primeiros passos estão sendo dados; descobri informações relevantes sobre mim mesma, meus boicotes interiores e as situações que crio para (tentar) não me machucar, e que acabam me fazendo sofre ainda mais. Sabe aquela coisa de sempre esperar algo melhor e por isso mesmo deixar de viver muita coisa que o presente oferece? Ou então apostar todas as suas fichas em algo tecnicamente improvável só pra não ter a decepção de uma tentativa frustrada?! É isso aí, bem vindo ao clube. Não o clube dos covardes, e sim o clube daqueles que pensam demais – e todo mundo sabe que quem pensa demais acaba indo sempre pro mesmo lugar.
Na realidade, nem tudo está perdido. Apesar de me sentir presa a traumas que nem são meus – bem por isso merecem ser deletados – tentarei me esforçar ao máximo para mudar. Porque tem certas coisas que só dependem da gente. Ter coragem, correr atrás do que se deseja e acreditar que é possível. Não ter medo de arriscar e dar a cara a bater. Não se prender a ilusões nem a pseudo-sentimentos por medo de algo verdadeiro.
Se é fácil, só saberemos se a oportunidade surgir e nós a aproveitarmos. Talvez encarando as coisas com mais coragem passemos a viver em plenitude.

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Bem, hoje de manhã eu estava pensando sobre o que poderia escrever (ehhhh eu não escrevo qualquer abobrinha que surge na minha cabeça, eu penso! se bem que acaba sendo quase a mesma coisa….); eis q vem à minha cabeça uma música, mais especificamente o trecho de uma música, que eu ouvi a bem pouco tempo atrás, mas que ficou martelando aqui… e como eu tô em um fase de filosofar até sobre bula de remédio, comecei a procurar os significados implícitos dessa frase (nossa, tô escrevendo difícil hein?! daqui a pouco nem eu vou mais me entender…. hehehehehe). Tá, resumindo o assunto, vou fala sobre essa frase em especial: “Não há como deter a alvorada”. Segundo o meu querido Michaelis, alvorada seria: f. 1. Aurora, acep. 1. 2. Canto das aves ao amanhecer. 3. O desabrochar da vida, a juventude. Deeeer, isso eu já sabia, você pode dizer; mas não é só isso. Essa frase me fez perceber que existem certas coisas, certos acontecimentos em nossa vida, que por mais que a gente tente mudar, acabam sempre tendo uma solução na qual somos meros espectadores. É claro que você não vai fica só esperando a vida agir por ela mesma, mas chega uma hora que não importa o que a gente faça ou tente fazer, as coisas acontecem porque têm que acontecer. Pode até não ser aquilo que desejamos, mas eu acredito que a força maior que rege a nossa vida tem planos que nós demoramos a compreender (ou muitas vezes nem chegamos a entender); aquela pessoa que surge na sua vida de repente e passa a ter um significado tão grande que nem mesmo você entende porque isso acontece; ou aquele amor que parecia tão lindo, e que aos poucos vai se esvaindo; alguém que vai pra Eternidade e deixa um vazio na sua vida, uma doença, uma mudança, uma nota baixa, sei lá, qualquer coisa que fuja do nosso controle. Quando eu percebo essas coisas ao meu redor, acredito piamente que não há como deter a alvorada; o negócio é sentar num lugar bem confortável e assistir esse espetáculo, que é diferente a cada dia.Quer me fazer companhia?!

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“Cuentan que hace mucho, mucho tiempo en el reino subterráneo, donde no existe la mentira ni el dolor, vivía una princesa que soñaba con el mundo de los humanos.”
… assim nos é introduzido o Mundo imaginário d’ El Laberinto del Fauno, caracterizado tanto por uma surpreendente e misteriosa beleza como por um ambiente mítico que oscila entre a sedução e a repulsa.
Guillermo Del Toro é o cara. Nasceu em Guadalara, no México e conquistou o meu coração fantástico! Nascer em Guadalajara é tipo ruim, cidadezinha que não tem nada. Imagino ele moleque parecido com Ofelia, a menina protagonista do maravilhoso O Labirinto do Fauno que, no final da Guerra Civil Espanhola, muda-se com a mãe grávida para um moinho no meio do nada porque seu padastro é um capitão do exército franquista com a missão de capturar uns últimos rebeldes escondidos na floresta perto do tal moinho. A menina não quer morar no meio do mato, muito menos com um pseudo-hitler como padastro. Mas a mãe tá grávida,e nada faz. Então a menina lê. Lê muitos contos de fadas, histórias fantásticas e imagina se fora de lá. Ou melhor, usa essas histórias pra sair um pouco de lá. Já no caminho de chegada encontra uma fada/libélula que a leva a um labirinto de pedra abandonado perto de sua casa/moinho e lá Ofelia descobre um mundo que só ela pode ver e nele viver: ela é a reencarnação da princesa do submundo que tempos atrás resolveu, por curisidade infantil, subir ao mundo dos vivos e assim se tornou uma mortal; rei, rainha, seus pais, esperam seu regresso, mas para ela provar que é a princesa, precisa realizar 3 provas sob a atenção do fauno.
Isso tudo na verdade é uma história a parte, a fuga da menina em meio ao inferno em que vive de soldados e tiros e explosões e da mãe que passa mal com a gravidez perigosa e do padrasto tirano. Enquanto ela pode, ela faz portas de giz e atravessa paredes, segue as fadas que agora têm a forma de um desenho de um de seus livros, corre de monstros com olhos nas mãos e ajuda a dor da mãe colocando sob sua cama uma erva que se parece com um feto que se move. Ofelia na verdade vive em seu mundinho, o mundinho das crianças, quase alheias à realidade à sua volta. E Ofelia não faz nada mais nada mesmo que tornar seu mundinho particular mais particular e mais interessante ainda.
Na sanguinária e desumana realidade que habita, o mundo subterraneo revela-se como uma escapatória promissora – começar uma nova vida e permanecer criança. Mas se a vivência é dolorosa, o modo como se apresenta a alternativa é também assustador e medonho, escondendo provas horripilantes, tão maldosas como o mundo que a rodeia.Embora a fantasia esteja sempre presente ao longo da história, não é um filme inocente ou puro que se destine a crianças; e ainda que não supere a maldade do real, o mundo criado não se apresenta como inofensivo.A moral que o filme nos mostra é sobre beleza onde realmente devemos encontrar,beleza esta não fisica ou estética mas sim moral,sensitiva,aquela beleza que faz a vida valer a pena.No caso da menina era na forma de princesa que ela só alcançou morrendo embora o fauno e o labirinto fosse da sua mente,ela entendeu que para ser essa “beleza” era necessario um sacrificio,dar a vida por outra e o texto final complementa dizendo que só encontramos quando procuramos no lugar certo.Sempre procuramos um lugar certo para pertencer,sabemos que o que vivemos tá errado,que merecemos bem mais do que essa vida emprestada que é a história íntima de todos nós.Ofelia compreendeu isso de uma certa forma.Porque não podemos esquecer: além da bela e triste lenda de Ofélia, que os sonhos sejam aqueles desejos desesperados do homem, que transbordam e aparecem em seu sono, e contudo apresentam sentimentos tão vivos que parecem experiências reais e o dever de desobecer quando a obediência mostra-se errada ou injusta.Um filme sobre a liberdade  e o eterno desejo de beleza.

 

*Curiosidade

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O homem pálido do labirinto…

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capa do álbum Superpower do Sonic Youth. Coincidência?

 

Sensibilidade verbal

Julho 13, 2007

O nosso primeiro post poderia ser classificado como pura rasgação de seda. Pois que seja. Eu já até achei que fosse sem préstimo ficar falando coisas bonitinhas para as pessoas, mais a essa altura penso que não seja. Já que a vida é tão amarga e dura com todos, ou quase todos, por que não enfeitá-la com belas palavras sobre as pessoas? E que estas sejam ditas a elas sem hesitar! Nossa existência aqui é curta e quando morrermos nada mais vai importar, então vamos aproveitar nosso tempo e fazer as pessoas ao nosso redor felizes, nos fazer felizes! Elogios e críticas podem mudar vidas, portanto vamos fazer uso dessas duas ferramentas com devida competência. Avise o chato que ele é difícil de suportar e diga àquela pessoa legal que ela faz diferença na sua vida! Nossas palavras mudarão vidas!Vamos parar com essa bobagem de ficar pensado e fazendo projeções psicológicas das pessoas, precisamos demonstrar o quanto elas são importantes pra gente, ou não. Porque as pessoas chegam e passam em nossa vida, às vezes muito rápido e não dá tempo pra avisar a elas que são extraordinárias para nós. Se não fizermos isso, se não deixarmos uma lembrança nossa nas pessoas que gostamos, de que adianta estarmos aqui? Estaremos desmerecendo nossa existência. A partir de hoje, de agora, vamos preencher os pequenos e grandes vazios nos corações à nossa volta, e isso se reverterá para nós mesmos.Fui ridícula? E daí?