É preciso ler com o pé atrás as histórias dessa jovem bem-falante, distinta e pensadora. Nas entrelinhas, nas passagens obscuras, nos raciocínios mutilados, nos pormenores aparentemente irrelevantes, ficam inúmeros indícios de um depoimento não apenas da narradora, mas também sobre a narradora. Aí, em lugar de escritora e cidadã, surgem os sintomas da paranóia e da imaginação delirante de uma garota.
…depois te amo mais. ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar… ando tão à flor da pele que… eu perco as chaves de casa; eu perco os freios. eu preciso dizer que te amo, te olhar ou perder sem engano…