Mundando de enderereço Março 9, 2009
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Meus queridos, resolvi mudar de endereço porque simplesmente me cansei do WordPress. por tanto, estarei no blogspot: http://noitensolarada.blogspot.com/
Ano novo, vida nova, Ana Nova! Sejam bem vindos!
vozes Janeiro 7, 2009
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Tem tanta voz por dentro, que eu me pego tendo que organizar todos os sons. Aprendizado nunca cogitado, ter de fundar referenciais e abandonar concepções que já não dão tanta conta do presente.Epílogo…vazio. Agosto 23, 2008
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estou cansada.
sinto-me estupidamente
frustrada
.abolutamente nada.
Choveu cedo em mim Maio 6, 2008
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J. Cortázar
Ponto Linha Plano – o prazer da Abstracção Abril 27, 2008
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.Tentação sabática.
Este sábado sinto-me particularmente estupidificada, tão estupidificada que vou renunciar aos conteúdos seculares, sociais e analíticos.
Este sábado está particularmente soalheiro, tão soalheiro que vou percorrer o caminho do inefável gizado pela luz.
Este sábado vou deixar-me levar pelo comboio de corda que fica ali bem perto da Tabacaria.
Este sábado vou prescindir dos porquês e serei mera espectadora das formas das coisas que existem por si só, deixando que a luz seja portadora da sua própria revelação.
Este sábado vou seguir o exemplo de Deus e vou descansar.
Este sábado vou lambuzar as minhas sensações com chocolate.
Este sábado vou sucumbir ao prazer do VER sem pensar em NADA.
Ponto Linha Plano – o prazer da distracção. é fim-de-semana!
Rouge Abril 7, 2008
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[vermelho-feminino-vivo-encarnado-de-escarlate-da-cor-do-sangue-vivo-
do-rubor-do-fervor-da-dor-do-ardor- do-dorido-condoído-enfurecido-contorcido- ferido-dorido-agudizante-dilacerante-forte-da-amante- vermelho-feminino-vivo-encarnado-impulsivo-obsessivo-
possessivo-abrasivo-expressivo-dramático-exacerbado
assim
é a cor dissonante dos meus ponteiros
vermelhos-corrosivos-estridentes-ardentes
assim
é o meu tempo
vermelho-feminino-vivo-encarnado- de-escarlate-da-cor-do-sangue-vivo-
do-rubor-do-fervor-da-dor-do-ardor- do-dorido-condoído-enfurecido-contorcido- ferido-dorido-agudizante-dilacerante-forte-da-amante- vermelho-feminino-vivo-encarnado-impulsivo-obsessivo-
possessivo-abrasivo-expressivo-dramático-exacerbado
assim
é-assim-sou-assim-pueril-quase-infantil-quase-quase-sem remédio-insanável-não-quero-remédio- gosto-do-sorriso-do-meu-sorriso-ainda-que-ferido-
sem-rumo-sem-fio-de-prumo-sem-
-vermelho-feminino-vivo-encarnado]
trilhas Fevereiro 23, 2008
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Não, por aí não, por favor! Vai mais devagar!!- exclamou ela.
… Janeiro 18, 2008
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‘ Num paralelismo quase hipnotico
Entre o que foi e o que é…
Entre tudo o que estava e já não está
E entre tudo o que esta sem ter estado…
Saí de mim por estes dias,
Vi sonhos distantes, desejos…
Vi medos, vi temores…
Vi sorrisos e choros…
Descobri que o tédio,
Se chamava desalento…
E que a tristesa,
Se chamava solidão.
Porque é desalento não acreditar,
E é solidão não me fazer entender… ‘
É preciso que tudo se transforme.
Colar de páginas Dezembro 31, 2007
Posted by annacarlasr in Exorcismos, Freud explica?, Pensamentos aleatórios, Pára tudo!, Reality News, auto-análise, sensações.add a comment
jogo Surrealista Novembro 27, 2007
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Era uma tarde fria no inferno, eu não tinha nada além da minha cartola e um encarte de vinil do Dark Side of the Moon, que coloquei sob uma lareira e tudo então foi ficando quente, e virando céu. Lembrei-me de um céu que já não existe mais, o de nuvens pálidas que hoje estão cinzas da fumaça que sai a cada piscar de olhos do meu cachorro. Foi então que, sem céu nem inferno pra habitar, caí, caí, caí… até mergulhar numa coisa líquida, viscosa e antiga.
Para esquecer o que realmente eu não tinha, fui me misturando a esse licor que descia pelo ralo da pia e do sangue me desvinculei, posto que era dia. Comi uma maçã que tinha mais gosto de pena que de fruta, peguei meu guarda-chuva para atirar folhas secas no banco de arquitetura mal feita, tão bela quanto minha mão quando fica roxa.
Reuni todas as minhas forças e toda minha coragem, e gritei a única palavra que nunca tinha ousado dizer durante todo esse tempo: colher! E há tempos não grito flores, do mesmo modo que não entrego flores ao tempo. Que se crie um laço entre o tempo e a flor, e continuarei gritando.
Devo pular ou me empurrem então, tão direto do chão ao salgueiro. Dançarei minúcias e reminiscências naquele sombrio solar de escadas rolantes, pérolas fruta-cor comestíveis. Um coração parasita a me guiar pelo algodão denso de chumbo e serragem, no país das dores da paz.
Lost in translation Novembro 8, 2007
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I’m stuck. Does it get easier?¹
Foi entre lágrimas que ela me falou, num desatino momentâneo, as palavras cuspidas como se a tivessem envenenado até então. Como se trouxessem um sofrimento quase desconhecido.
-Em algum momento eu me perdi, e perdi também algo que me era essencial, que me conferia certezas e me fazia tomar atitudes, sempre tendo em vista planos há muito definidos e objetivos aparentemente imutáveis.
Agora eu preciso aprender a conviver com as dúvidas e a sensação de que nada me pertence, nem meus próprios rumos, uma vez que já não sei mais quais são eles. Uma vez que já não sei mais quem sou.
Era só uma menina. E eu gostaria de responder que tudo aquilo passaria e que dentro em breve ela sequer se lembraria das angústias que a consumiam, mas não sabia mentir (muito menos para o próprio espelho).
¹Charlotte, em “Lost In Translation” (vulgo “um dos filmes da minha vida”)


