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‘Siga as flechas azuis, até o meu coração.’ – de Fabuleux destin d’Amélie Poulain
É preciso ler com o pé atrás as histórias dessa jovem bem-falante, distinta e pensadora. Nas entrelinhas, nas passagens obscuras, nos raciocínios mutilados, nos pormenores aparentemente irrelevantes, ficam inúmeros indícios de um depoimento não apenas da narradora, mas também sobre a narradora. Aí, em lugar de escritora e cidadã, surgem os sintomas da paranóia e da imaginação delirante de uma garota.
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