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Death Life Abril 1, 2008

Posted by annacarlasr in Freud explica?, Pára tudo!, Reality News, sensações.
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“(…) A explicação de nós, do que fazemos e vivemos, é tão ridícula. No fim de contas apenas constatamos. Mas inventar o porquê, formular uma lei dá-nos a pequena ilusão de dominarmos o desconhecido. Não dominamos nada: conhecemos apenas a nossa fatalidade.
- A vida é estúpida, Ema, não tem «porquê». Os actos essenciais da vida realizamo-los com os olhos fechados: o prazer da boa música, ou da boa mesa, ou o prazer amoroso, ou a união com Deus. Até mesmo, se quiser, o próprio «descomer». Tudo o que é essencial é cego. Fechamos sempre os olhos. É por isso que no-los fecham quando morremos, se os deixamos abertos. (…)”

Vergílio Ferreira, in Alegria Breve

 O que vejo… o que vejo…

Que até na vida existe um pouco da morte. Que com o crescimento (na vida, no sofrimento)

nos vamos morrendo aos poucos. Que a cor da morte consegue estar presente até no cenário mais feliz. Mesmo ao lado do rubor das maçãs do rosto.

Dime lo que ves!! Dime lo que ves!…Dime. Eu vejo a Sagrada Família na margem da vida!Dime lo que ves!Dime!

 

Há nisto um mistério que me desvirtua e me oprime.

E tudo se me confunde num labirinto onde, comigo, me extravio

de mim.