Janela do meu quarto Agosto 8, 2007
Posted by annacarlasr in Auto-Crítica, Crise Existencial, Exorcismos, Freud explica?, Vai entender!, auto-análise, desabafos alheios, vida besta.trackback
No instante em que abro a janela do mesmo quarto, meus coelhinhos voltam a me atormentar
olhando a única parede verde tomando meu toddy, a cidade dorme, enquanto meu sono dispersa e dá espaço aos dilúvios internos que dão voltas e voltas a fio
sento e ouço a mesma música, que me guia nessas noites angustiantes, e nostálgicas de certa forma
me desculpe tantos rodeios, mas no meu ponto de vista, não há provas suficientes de que as palavras expliquem, ou sequer esboçem qualquer pensamento em sua forma mais bruta, das mais variadas interpretações
neste diálogo solitário, entre mim e a parede, eu continuo a observar uma cidade que ainda dorme e muitos sonham, afujentando alguns de meus tormentos
finalmente dou meu último gole, sabendo que amanhã mais um toddy virá e mais coelhinhos me visitarão enquanto olho a mesma parede verde
p.s/preciso vomitar coelhinhos.
ahhh eu tenho sempre esta mesma sorte… só que minha janela não é transparente, é de madeira… não da pra olhar o outro lado… e a paredenão tem uma corzinha tão aprazível a vista qto o verde, é um ordinário tom de branco que nem vale muito a pena descrever mais pormenorizadamente de tão vulgar que é… e ao invés do toddy, um suquinho da maguary e talz… ó vida!
Salve!
É com muito júbilo que venho por via desse depoimento agradecer ao nobre colega blogueiro o tão esclarecedor comentário acerca do post “janela do meu quarto”saiba que foi através deste que eu percebi que as minhas dores existencias não são nada diante da tua ordinária parede branca provavelmente pintada a cao já que não negas a origem humilde;fala com orgulho da tal parede pintada a cao e do suquinho maguary.Sei da tua imensa dificuldade de adentrar com escopo e de futricar a vida alheia e assim sendo deixar vestigios verborragicos já que és portador de um cancer em estado terminal (mal de família!!!) Sendo assim, nessa vereda, obtempero, a limine, aquela máxima: óh vida!